TIPOS DE PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS: CILÍNDRICA, CÔNICA E AZIMUTAL


LEMBRE-SE SEMPRE QUE A REPRESENTAÇÃO MAIS PRECISA DA SUPERFÍCIE DA TERRA É O GLOBO, LOGO É IMPOSSÍVEL REPRESENTAR O GLOBO NO PLANO (MAPAS), SEMPRE HAVERÁ DISTORÇÕES

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Não existem projeções melhores ou piores. Cada uma se adapta a determinadas finalidades. Mas nenhuma resolve o problema da representação da curvatura da Terra numa superfície plana.

Equidistantes – As que não apresentam deformações lineares para algumas linhas em especial, isto é, os comprimentos são representados em escala uniforme. (PRESERVA O TAMANHO – EX: PETERS)

Equivalentes - Têm a propriedade de não alterarem as áreas, conservando assim, uma relação constante com as suas correspondentes na superfície da Terra. Seja qual for a porção representada num mapa, ela conserva a mesma relação com a área de todo o mapa. (PRESERVA A FORMA – EX: MERCATOR)

PROJEÇÃO CILÍNDRICA

Esta representação é obtida com a projeção da superfície terrestre, com os paralelos e os meridianos, sobre um cilindro em que o mapa será desenhado. (COMO SE UMA FOLHA DE PAPEL FOSSE ENROLADA EM UM BOLA)
Ao ser desenrolado, apresentará sobre uma superfície plana todas as informações que para ele foram transferidas.
As deformações podem ser encontradas nas formas ou no tamanhos dos continentes.

Mercator

Gerard Mercator (1512-1594) desenvolveu seu trabalho, durante as grandes navegações do século 16. Do continente europeu partiram navios para a África, América e Ásia. A projeção é a mais apropriada à navegação marítima e mostra uma visão eurocêntrica do mundo.

A deformação do tamanho das superfícies torna-se máxima próxima aos polos. Essa projeção exagera visualmente a importância dos países do Hemisfério Norte, pois a maior porção das massas continentais dessa região está localizada nas maiores latitudes, diferentemente das massas continentais do Hemisfério Sul, que estão concentradas nas proximidades do Equador.

PETERS.
O cartógrafo alemão Arno Peters (1916-2002) considerava que os mapas eram uma das manifestações simbólicas da submissão dos países do Terceiro Mundo.

Peters combateu a imagem de superioridade dos países do Norte representada nos planisférios derivados da projeção de Mercator. Seu pressuposto de que todos os países deveriam ser retratados no mapa-múndi de forma fiel a sua área, dá destaque os países subdesenvolvidos.


Em comparação com a de Mercator: restabelece o tamanho correto das superfícies continentais e, com isso, revaloriza visualmente os países do Hemisfério Sul. Surge a impressão de alongamento da Terra
Peters valoriza os países subdesenvolvidos, colocando-os em destaque ao representá-los com os seus tamanhos proporcionais. Ele projeta em linguagem cartográfica a idéia de igualdade entre as nações.



PROJEÇÃO CÔNICA

Um cone imaginário em contato com a esfera é a base para a elaboração do mapa. Os meridianos formam uma rede de linhas retas convergentes nos pólos e os paralelos formam círculos concêntricos.
Essa projeção é utilizada para representar partes da superfície terrestre, como o trecho de um continente

PROJEÇÃO DE LAMBERT

A projeção conforme cônica de Lambert é frequentemente utilizada no tráfego aéreo. Esta projeção sobrepõe um cone sobre a esfera terrestre, com dois paralelos de referência secantes ao globo e intersectando-o. Tal disposição minimiza a distorção natural derivada de transformar uma superfície bidimensional em tridimensional. A distorção é mínima ao longo dos paralelos de referência e aumenta fora dos paralelos marcados. Como indica o nome, tal projeção é conforme.

Na projeção cônica, as distorções próximas ao paralelo de contato com o cone são pequenas e aumentam à medida que as superfícies representadas se distanciam desse paralelo.


PROJEÇÃO PLANA OU AZIMUTAL

O mapa numa projeção azimutal é construído sobre um plano tangente a um ponto qualquer da esfera terrestre. Este ponto ocupa sempre o centro do mapa.
A projeção azimutal é usada, em geral, para representar as regiões polares e suas proximidades e para localizar um país na posição central, tornando possível o cálculo de sua distância em relação a qualquer ponto da superfície terrestre. O emblema da ONU é uma projeção azimutal.

Projeção de Buckminster Fuller

Trata-se de um mapa centrado no Polo Norte, e não no Equador, como nas outras três projeções apresentadas anteriormente. Os oceanos desaparecem (ou têm menos espaço que em outras projeções), e os continentes parecem bem mais próximos que costumeiramente em outros mapas.

Quando esse autor criou essa projeção ele subverteu a visão convencional de um Norte e de um Sul, o que permitiria uma apreensão de um mundo “menos” hierarquizado.


As deformações são pequenas nas proximidades do ponto de tangência, mas aumentam com o distanciamento deste ponto.





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